Um empresário que tem um avião e não consegue mais embarcar. Uma mulher cujas mãos ardem porque ela não consegue chorar. Uma menina que precisou virar árvore para não ser tocada.
Dez histórias clínicas sobre uma única constatação: a criança que fomos não desaparece quando crescemos. Quando foi ferida e não pôde ser consolada, ela fica — e continua falando pelo corpo, pelos medos, pelas repetições que não entendemos.
Porque o trauma é a dor vivida na solidão. E a cura é a mesma dor, atravessada em companhia.