Este livro propõe uma leitura crítica da formação histórica e simbólica da identidade nacional brasileira. A obra parte da constatação de que a ideia de Brasil, longe de ser uma realidade natural ou espontânea, foi construída por meio de narrativas, mitos e discursos que, ao longo do tempo, contribuíram para legitimar relações de dominação, exclusão e violência. Ao examinar os fundamentos dessa invenção histórica, convido o(a) leitor(a) a revisitar as bases do imaginário nacional e a questionar a persistência de estruturas autoritárias que ainda marcam a sociedade brasileira.
Mais do que um estudo sobre o passado, este livro é uma intervenção crítica no debate contemporâneo sobre nacionalismo, democracia e autoritarismo no Brasil. Ao desmontar interpretações consagradas e confrontar visões idealizadas da história nacional, uma chave interpretativa fundamental para compreender como certos símbolos, valores e discursos continuam mobilizando afetos políticos no presente. Trata-se, portanto, de uma leitura densa, instigante e necessária para todos aqueles que desejam refletir, com rigor e sensibilidade crítica, sobre a formação do Brasil e sobre os desafios persistentes de sua vida social e política.