Este livro nasce de uma inquietação que talvez também seja a sua: o discurso ESG que hoje permeia o mercado financeiro brasileiro é, de fato, capaz de proteger o meio ambiente e promover justiça socioambiental, ou limita-se a administrar riscos e reputações? Ao longo desta obra, convido você a percorrer comigo essa pergunta, não como um slogan, mas como um problema jurídico, econômico e científico de primeira grandeza.
A pesquisa realizada aqui parte do reconhecimento de que o sistema financeiro ocupa uma posição estratégica na viabilização, ou no bloqueio, de atividades potencialmente poluidoras. Se o crédito orienta escolhas produtivas, então a regulação financeira não é neutra: ela pode perpetuar padrões insustentáveis ou induzir transformações estruturais. É nesse ponto que os critérios Environmental, Social and Governance (ESG) entram em cena, frequentemente apresentados como solução para conciliar finanças e sustentabilidade.