O Hiperciclo no Direito convida o leitor a atravessar a fronteira entre Ciências Naturais e Sociologia Jurídica para repensar o próprio modo de funcionamento do Direito em sociedade. De Schrödinger a Teubner, a obra reconstrói o percurso dos conceitos de autopoiese, autocatálise, hiperciclo e syser, mostrando como modelos de auto-organização, cooperação e tolerância ao erro se tornam decisivos para compreender a complexidade da sociedade contemporânea.
Longe de propor metáforas frágeis, o livro desenvolve um modelo rigoroso de “hiperciclo jurídico”, em que normas, atos, processos e doutrina se autocatalisam em circuitos comunicativos que garantem, ao mesmo tempo, fechamento operacional e abertura cognitiva ao ambiente. Nesse quadro, as elegantes construções teóricas da Biologia teórica são reconstruídas no âmbito das Ciências Sociais, principalmente no entendimento de como o Direito evolui. O leitor é convidado a abandonar explicações lineares, hierárquicas e voluntaristas para experimentar uma teoria crítica da autopoiese jurídica, situada no limite fértil entre ordem e caos, estabilidade e inovação.