Acreditamos que escolhemos nossos caminhos, decidimos nossos destinos e governamos nossas próprias vidas. Mas e se nossas decisões forem menos racionais do que imaginamos? E se aquilo que chamamos de autonomia for atravessado por medos, desejos inconscientes, vieses cognitivos e narrativas que sequer percebemos?
Nietzsche desconfiou das certezas. Jung revelou as profundezas ocultas da psique. Kahneman demonstrou que a racionalidade humana é frequentemente uma ilusão confortável. Dan Ariely mostrou que nossas escolhas seguem caminhos surpreendentemente previsíveis. Agora, em uma era marcada pela inteligência artificial, uma nova pergunta emerge: quem realmente decide quando uma máquina aprende a pensar conosco?
Entre a bioética, a medicina, o direito e a filosofia, esta obra conduz o leitor por algumas das questões mais desafiadoras do nosso tempo: o significado da autonomia, os limites da liberdade, o direito de morrer, a dignidade humana e o papel da tecnologia diante da vulnerabilidade da existência.
Mais do que um livro sobre saúde, ética ou inteligência artificial, esta é uma reflexão sobre a própria condição humana. Porque, talvez, a pergunta decisiva do século XXI não seja o que as máquinas serão capazes de fazer, mas o que nós seremos capazes de nos tornar.
Ao final, permanece a inquietação que acompanha a humanidade desde seus primórdios: quando tudo parece poder ser calculado, previsto e otimizado, ainda haverá espaço para a liberdade, para o sentido e para aquilo que nos torna genuinamente humanos?