As eleições já não se decidem apenas em palanques, debates ou programas partidários. No ambiente digital, dados, emoções, algoritmos, redes coordenadas e narrativas enganosas disputam a atenção do eleitor e podem deformar a percepção da realidade. É nesse cenário que as campanhas se transformam em guerras cognitivas: operações voltadas a influenciar crenças, condutas e escolhas políticas, com impactos sobre a liberdade de escolha, a confiança nas instituições e a própria legitimidade do voto.
Com rigor teórico, perspectiva comparada e atenção à experiência brasileira, esta obra examina a formação do ecossistema desinformativo, seus agentes, técnicas e estratégias de defraudação. Em seguida, enfrenta a questão decisiva: como proteger a integridade eleitoral sem sacrificar a liberdade de expressão? Ao analisar a propaganda na internet, o abuso de poder digital, o direito de resposta e os crimes eleitorais, os autores oferecem critérios para reconhecer ilícitos, avaliar sua gravidade e orientar respostas proporcionais. Leitura indispensável para quem busca compreender — e defender — a democracia na era da manipulação informacional.