Descrição
As cotas de gênero nasceram para ampliar a presença das mulheres na política brasileira, mas o que deveria ser porta de entrada transformou-se em barreira invisível. Burlas, candidaturas fictícias e violência política travestida de legalidade continuam a afastar as mulheres dos espaços decisórios. Elas não Passam da Cota denuncia essa fraude silenciosa e propõe repensar as bases da democracia, convocando o leitor a refletir sobre até que ponto aceitamos uma igualdade apenas formal.
A obra não se limita a apontar o problema: apresenta alternativas jurídicas ousadas, concebidas como medidas transitórias, mas necessárias para corrigir desigualdades históricas. Inspirada em experiências internacionais e fundamentada em pesquisa empírica e doutrinária, a autora sugere reformas legislativas capazes de provocar mudanças reais na representatividade política. Este livro é um convite à ação: enfrentar o machismo estrutural, desafiar práticas que naturalizam a exclusão e recusar a ideia de que o mundo precise de mais de um século para alcançar a igualdade. A política brasileira precisa assumir uma representatividade verdadeiramente paritária. Não é admissível que, em pleno século XXI, continuemos a assistir à ausência feminina nos espaços decisórios mais altos do país. O que está em jogo não é apenas representatividade, é a legitimidade da democracia.